Sinopse /
Na cidade de Picuí, no sertão da Paraíba, um grupo de cientistas tenta erradicar o mortal mosquito Aedes aegypti — transmissor da dengue — por meio de um experimento secreto intitulado Yellow Cake. Utilizando o urânio extraído da região, o projeto pretende esterilizar os mosquitos e assim conter a disseminação da doença. A física nuclear Rúbia Ribeiro (Rejane Faria) integra o experimento. Quando o plano fracassa e o caos se instala, uma pesquisadora brasileira determinada, com a ajuda de mineradores locais, precisa deter a catástrofe antes que seja tarde demais.
Brasil
2026
97 min
Tiago Melo
Yellow Cake nasce do interesse em olhar para o Brasil a partir de um futuro próximo, mas sem abandonar questões que já estão colocadas no presente. A proposta sempre foi trabalhar a ficção científica a partir do sertão da Paraíba, entendendo esse território não como cenário exótico, mas como lugar de pensamento e invenção. A escolha de Picuí, cidade real e cheia de histórias próprias, ajudou a ancorar o absurdo dentro do cotidiano.
O ponto de partida foi imaginar uma política pública extrema, pensada por cientistas estrangeiros, que tenta resolver um problema nacional, o avanço das doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, por meio de testes nucleares. A partir daí, o filme se organiza como sátira e como reflexão sobre essa relação antiga do Brasil com as potências que tentam “nos ajudar”, mas que muitas vezes nos tornam laboratório de suas ideias.
Nesse percurso me interessava acompanhar a trajetória de Rúbia Ribeiro. Ela representa uma ciência brasileira que existe, mas que frequentemente é colocada de lado. Quando chega ao sertão, Rúbia encontra outra forma de conhecimento, mais popular, menos formal, e o conflito entre essas visões.
Queria com o filme trazer situações absurdas e um humor sutil, numa sátira sobre a dependência do Brasil em relação às potências mundiais e crítica às interferências estrangeiras hegemônicas em territórios periféricos, ao mesmo tempo em que aborda o isolamento e o preconceito contra o Nordeste. Essas críticas são contextualizadas em um cenário de incerteza global, refletindo sobre o pânico gerado pela falta de informação acerca de doenças emergentes.
Elenco
Rejane Faria, Valmir Do Côco, Tânia Maria, Spencer Callaham, Alli Willow, Henry Jackelen, Wolfgang Pannek, Rosa Malagueta, Galeguinho, Antônio Dos Santos, Severino Dadá
Produção
Lucinda, Urânio Filmes e Jaraguá Produções
Coprodução
Cinemascópio e Olhar
Direção
Tiago Melo
Diretora Assistente
Débora de Oliveira
Roteiro
Amanda Guimarães, Anna Carolina Francisco, Gabriel Domingues, Jeronimo Lemos, Tiago Melo
Produção
Carol Ferreira e Luiz Barbosa
Produção Executiva
Carol Ferreira, Leonardo Sette, Luiz Barbosa e Tiago Melo
Casting
Gabriel Domingues
Direção de Fotografia
Gustavo Pessoa
Fotografia Adicional
Ivo Lopes Araujo
Som Direto
Danilo Carvalho
Direção de Arte
Ananias de Caldas e Avelino Los Reis
Figurino
Mariana Braga, Gabriella Marra, Rodrigo Rosa
Caracterização e Efeitos
Anita Tagliavini
Montagem
André Sampaio
Supervisão de Edição de Som
Miriam Biderman
Desenho de Som e Mixagem
Ricardo Reis
Trilha Sonora Original
O Grivo
Direção de Produção
Vanessa Barbosa
Produção Associada
Aly Muritiba, Bel Berlinch, Diego Medeiros e Mariana Braga
Cor
Samanta do Amaral
Supervisão de Efeitos Visuais
Guilherme Ramalho
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