Sinopse /
Miguel, 7 anos, cresce cercado por três gerações de mulheres, entre elas, a mãe consumida pelo trauma do divórcio e cada vez mais distante do menino que encontra abrigo em Carmen, enigmática imigrante venezuelana que trabalha como doméstica para a família.
A Mulher que Chora narra a história de Miguel, um menino de sete anos, numa grande metrópole brasileira. Um drama intimista, um conto sombrio, que lida com o cinema de suspense, e que explora, do ponto de vista de uma criança - de forma oblíqua e poética - alguns conflitos sociais do Brasil contemporâneo.
A busca de Miguel é construída, desde sua inocência, em torno de uma questão central, um ponto crucial de sua vida: O que é a morte? Por que a morte? Na aventura iniciática de nosso herói esse mistério está intimamente ligado ao mistério da sexualidade. Estes são dois lados da mesma questão metafísica que o habita. A intenção é expressá-lo a partir da perspectiva da criança, no olhar - perplexo, interrogante, direto, sem julgamento - do menino.
Na ótica, sempre subjetiva, de como uma criança olha para o mundo monstruoso dos adultos, queremos investigar o medo e a violência que floresce na sociedade brasileira, indiretamente, através de seus receios: a solidão, o isolamento, a alienação, a perda da humanidade.
Pretendemos desenvolver uma dramaturgia cinematográfica que cria mistério e suspense, uma tensão silenciosa e constante, desenhando um universo com vestígios de passado, da ausência, do abandono. Uma crônica de infância onde as atmosferas e a poética cinematográfica são essenciais na narrativa.
Intuímos criar uma atmosfera visual com expressividade que trará densidade à história, por meio de jogos de claro-escuro e uma gama de cores não-saturadas, com referência à tradição da pintura barroca. Para dentro da casa, a nossa localização principal, pretendemos criar uma atmosfera opressiva.
O filme deverá pulsar no ritmo da batida do coração dos protagonistas. É preciso que as pessoas compartilhem o drama dos personagens e acreditem no filme a cada segundo. Desejamos que nosso filme se transponha do interior dos personagens para o exterior. Uma história que estabelece a atmosfera e, sem artifício, desenha as estranhas silhuetas destas vidas suspensas. Unindo a dramaturgia, a textura e o tempo de cena. Nossa ideia é fazer um filme sensível a tudo aquilo que é intrinsecamente humano. Nosso projeto nasce do desejo de entender a fragilidade de nossos personagens e de suas escolhas, e de que, apesar de tudo, eles precisam encontrar uma maneira de continuar vivendo.
Produtora
Grafo Audiovisual
Produção
Antonio Gonçalves Junior e Diogo Capriotti
Produção Executiva
Raiane Rodrigues
Direção
George Walker Torres
Roteiro
George Walker Torres
Direção De Fotografia
Léo Bittencourt
Direção De Arte
Isabelle Bittencourt
Elenco Principal
Samantha Castillo, Zayan Medeiros, Julia Stockler, Regina Vogue e Rosana Stavis
Montagem
Juliana Guanais
Trilha Sonora Original
Marcos Pantaleoni
Desenho De Som
Felippe Mussel
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