Sinopse /
Tunico é o mais famoso “Papagaio de Pirata” do Rio de Janeiro e está sempre perseguindo repórteres para aparecer na TV. Depois de um grave acidente, ele conhece Beto, um jovem misterioso que se torna seu aprendiz. Este encontro revelará a face oculta da busca pela fama a qualquer custo, em um Brasil com mais de 70 milhões de televisores ligados todos os dias.
O som do comércio levantando suas portas pra começar um novo dia, a bateria de uma Escola de Samba ensaiando no bairro, o ranger dos brinquedos enferrujados de algum parque de diversões clandestino... Somando-se a esta profusão visual e sonora, o aparelho de televisão sempre ligado é como um membro da família para maioria dos lares brasileiros. “Se a TV mostra é porque existe!”, costumam dizer.
É neste cenário que vivi boa parte da minha infância e adolescência: o subúrbio do Rio de Janeiro, lugar onde a TV faz parte da educação infantil, com todos os seus prós e contras. É também nesse mesmo território periférico que vivem Beto e Tunico: dois “papagaios de pirata” da imprensa carioca, que usam todo tipo de artifício para se tornarem cada vez mais famosos em sua vizinhança, conquistando a admiração da comunidade.
Em “Papagaios", esse subúrbio carioca é representado pelo bairro real de Curicica, principal cenário da história. A falta de políticas públicas e o crescimento desordenado dessa região, entram em contradição com a sua vizinha mais ilustre. Fora da ficção, é neste local que uma das maiores emissoras do mundo mantém seus estúdios, e onde residem a maioria dos “figurantes” e caçadores de fama repentina. É ali também que Beto passa a morar com Tunico, após um “acidental” encontro.
Essas pessoas, de alguma forma, sempre me encantaram. Me recordo dos tantos “papagaios de pirata” que eu via na tv e depois esbarrava nas ruas. Anos depois, imaginei o quão potente poderia ser discutir fama, sonhos, limites e ética pela ótica dessas personagens. E foi assim que nasceu “Papagaios”. Uma mistura de sátira social com crítica à sociedade do espetáculo. Um filme de tom farsesco, humor ácido, pincelado pela violência latente do masculino. Um mundo de pessoas ambiciosas que são capazes de chegar às últimas consequências por não conseguirem vislumbrar um outro futuro possível.
Direção e Roteiro
Douglas Soares
Elenco
Gero Camilo e Ruan Aguiar
Participação Especial
Leo Jaime
Produzido por (Glaz)
Mayra Lucas, Luiza Favale e Andy Malafaia
Produzido por (Meus Russos)
Heitor Franulovic, Lucas Barão e Paulo Serpa
Preparação de Elenco
Tati Muniz
Direção de Fotografia
Guilherme Tostes
Direção de Arte
Elsa Romero
Montagem
Allan Ribeiro
Figurino
Dani Lima e Fernanda Garcia
Maquiagem e Caracterização
Ana Simiema
Som Direto
Thiago Sobral
Trilha Sonora
Alexandre Elias
Desenho de Som
Bernardo Uzeda
Mixagem
Damião Lopes
Trilha Original
Reno Duarte
Correção de Cor
Felipe Bustelli
Finalização
DOT
Produção
Glaz e Meus Russos
Coprodução
Riofilme
Distribuição
Olhar Filmes
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